Lista atualizada das minhas publicações, com links organizados de acordo com seu conteúdo.

Sempre gostei de escrever, mas só conheci o Medium — uma ferramenta valiosa que me deu visibilidade e aprimorou o meu processo de criação — em abril de 2017.

Passei a redigir com maior frequência, a fim de não apenas expressar meus sentimentos, como inicialmente, mas de reproduzir ideias e pensamentos aos leitores. Diante da necessidade de organizar meus textos, principalmente porque trato de diversos assuntos, decidi criar este portfólio.

Caso você queira entrar em contato comigo, o meu e-mail é araujodeclara@gmail.com. Em redes sociais, meu username é sempre ceticia.

Por aqui, já publiquei nas seguintes páginas:


O ano 2020
Foi cheio de maus bocados
Surpresas e desafios
E, claro, aprendizados
Toda essa experiência
Espalhou resiliência
Aqui, em todos os lados

Problemas no mundo inteiro
Tal como a pandemia
E um líder narcisista
Comandando de Brasília
Apresento o cenário
De um governo ordinário
Rico em hipocrisia

Foi essa combinação
Que gerou grande fiasco
Em vez de um presidente
Foi eleito um carrasco
Espantou várias nações
Com ideias e ações
Que nos despertaram asco

O preço que nós pagamos Foi a morte de milhares Foram jovens e idosos E até mesmo militares Pois o vírus não escolhe Qualquer…


“Estou bem” era sua resposta padrão, caso alguém perguntasse. Mas bastava uma olhada cuidadosa para saber que não.

O cabelo fora cortado para disfarçar a assimetria da queda. Todos os dias, milhares de fios jaziam pela casa. Não importava o quanto limpasse, os tufos pareciam se multiplicar.

Seu rosto era uma incógnita. Os traços até possuíam uma aura infantil, mas o vazio em seus olhos escuros denunciava que a inocência não mais existia. Eles já conheciam a malícia do mundo.

A maciez de sua pele era brutalmente interrompida pela presença de feridas. Pequenas, mas profundas. …


E a perseguição que a escritora tem sofrido por apenas falar a verdade.

Tudo começou em 06 de junho de 2020, após J.K. Rowling fazer uma crítica ao uso da expressão “pessoas que menstruam” em um artigo, em vez do termo “mulheres”. Foi o suficiente para dar início ao seu linchamento on-line.

A autora recebeu vários comentários negativos, que questionavam sua fala e a acusavam de transfobia, uma vez que estaria “reduzindo pessoas a sua genitália”. Dentre as respostas, ela escreveu:

“Se sexo não é real, então não existe atração pelo mesmo sexo. Se sexo não é real, a realidade globalmente vivida por mulheres é apagada. Eu conheço e amo pessoas trans, mas…


Enquanto lhe vejo subir a rua em direção à casa de seus pais, saltitando de um jeito que só você poderia fazer, sinto-me em paz.

Olho pra trás uma última vez e sigo meu caminho. Os passos tão fluidos e involuntários quanto o bater de asas de um pássaro.

Percorro o trajeto meio que meditando. Observo as casas e imagino as pessoas ali dentro.

Numa delas, pela janela, percebo o brilho da TV. Em outra, o ressonar de uma oração pelo rádio. Em mais outra, uma conversa entre amantes, cheia de promessas silenciosas.

Minha sombra segue os passos, firmes e…


Frequentemente, tenho a impressão de que somente lésbicas falam sobre lésbicas. Que ninguém de fora da nossa bolha se importa com o que sentimos, passamos e produzimos. Então, se você que está lendo isso não tem a mesma vivência que eu, que tal continuar e aprender algo novo? Sinta-se convidada(o).

Prazer, eu me chamo Clara, tenho 25 anos e sou lésbica. Sim, eu sou uma mulher que ama mulheres. Não, não. SÓ mulheres mesmo.

Este é o meu 9º ano “fora do armário”. Minha orientação sexual não é segredo pra ninguém. …


Pode ir, meu amor
Mas vá de cabeça erguida
Você fez tudo o que pôde
Para eu me sentir querida

Pode ir, meu amor
Talvez esteja na hora
Você será sempre linda
Por dentro e por fora

Pode ir, meu amor
Há muito o que explorar
A vida mal começou
E está longe de acabar

Pode ir, meu amor
Agradeço o aprendizado
Foram belos os dias
Que passei ao seu lado

Pode ir, meu amor
Já fomos muito felizes
Ficarei com as lembranças,
As fotos e as cicatrizes

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A cada vez que vejo aqueles cachos cor de rosa, meu corpo reage.

Arrepios surgem em cada milímetro de pele; o calor em meu peito inunda todo o resto; e os lábios deixam escapar o mais sincero dos sorrisos.

A presença dela é capaz de mudar qualquer estado de espírito. Não importa onde ou com quem estamos. Seu cheiro faz com que eu me sinta continuamente em casa.

Tão intensa e forte quanto uma tempestade, sua natureza não aceita meios-termos. Ou você a ama ou a odeia. Só sabe viver em extremos.

Sua energia quase palpável me fortalece. Transforma o profano em sagrado.

Quero que seja meu céu, para que eu possa voar livre — mas ao seu lado. Prometo ser seu mar, para lhe transbordar e trazer paz a cada reencontro.


— Hora de dormir.

Despiu o corpo cansado, coberto por cicatrizes. Suas marcas de guerra.

Deitou, envolveu-se no tecido felpudo e permaneceu em silêncio por alguns segundos.

A escuridão no quarto era tão densa que não conseguia enxergar as próprias mãos à frente de seu rosto. E, por mais que geralmente apreciasse a ausência de luz, algo a estava incomodando.

Ali, sozinha e escondida nas sombras, seus pensamentos rugiam alto.

Levantou-se e ligou a luminária da cômoda. Assim que a claridade inundou as paredes, respirou aliviada.

Não era do escuro que ela tinha medo.

Havia acendido a luz para espantar…


Imagem meramente ilustrativa, encontrada aqui. Créditos ao artista.

Poesia baseada no texto “Vida e Morte”.

Havia duas irmãs
De temperamento forte
Que andavam sempre juntas
Unidas a toda sorte
Uma delas era Vida
E a outra era Morte

A primeira, muito bela
Cheia de admiradores
Mudava o tempo todo
Tinha vários humores
Ela causava sorrisos
Embora gerasse dores

Adorava ouvir os sonhos
De todos que se envolvia
Seus desejos e ambições
Apoiava com alegria
Mesmo sabendo, por dentro
Ser apenas utopia

Tão sádica e instável
Com ar de misteriosa
E com o passar do tempo
Acabava tediosa
Repetindo os mesmos atos
Numa ordem viciosa

Quando enfim conheci Sua gêmea tão falada Percebi todo sentido Fiquei…

Clara Dantas

Na dúvida, alego licença poética.

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